A OpenAI confirmou que pretende começar testes de anúncios no ChatGPT para usuários Free (gratuito) e Go nos EUA, porém reforçou que, neste momento, não há anúncios ativos no ChatGPT. Além disso, planos como Plus, Pro, Business, Enterprise e Edu devem continuar sem ads. A seguir, você vê o que foi dito oficialmente, o que muda para usuários e o que ainda falta esclarecer.
Nos últimos meses, muita gente ficou com a pulga atrás da orelha: prints de “recomendações” e sugestões comerciais dentro das respostas fizeram usuários suspeitarem de publicidade disfarçada. Por outro lado, a OpenAI agora foi direta em um ponto central: não existem anúncios rodando no ChatGPT hoje, e o que existe é um plano de testes que ainda vai começar.
Como o tema mexe com confiança e privacidade, a empresa publicou também um conjunto de princípios para orientar a publicidade no produto antes mesmo de o teste começar. Ou seja: a discussão deixou de ser “se vai ter” e passou a ser “como vai funcionar e quais limites terão”.
O que é fato hoje: “não há anúncios no ChatGPT”
A declaração oficial é objetiva: “There are currently no ads in ChatGPT.” Em outras palavras, se você viu algo que parecia anúncio, a OpenAI não considera aquilo “ads” do produto — e, além disso, o sistema de publicidade anunciado ainda não está no ar para o público externo.
Na prática, isso é importante para não confundir duas coisas diferentes:
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Testes internos / preparação (planejamento, formatos, regras)
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Anúncios exibidos para usuários em produção (o que ainda não começou)
O que a OpenAI anunciou que vai testar (e para quem)
Segundo a OpenAI, o plano é começar testando anúncios com:
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Usuários adultos (18+)
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Logados
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Nos EUA
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Nos planos Free e ChatGPT Go
Além disso, a empresa reforça que Plus, Pro, Business, Enterprise e Edu não terão anúncios.
E sobre o ChatGPT Go: ele foi lançado como um plano mais acessível e está disponível globalmente, com preço que pode variar por país (nos EUA, a OpenAI comunica US$ 8/mês).
Quando os anúncios começam?
A resposta oficial, por enquanto, é: ainda não.
A OpenAI diz que os anúncios não estão ativos, e que quem for elegível para o teste verá informações claras dentro do produto quando o experimento começar. Além disso, o texto fala em “próximas semanas” para o início do teste, sem data cravada.
Como os anúncios devem aparecer (segundo a OpenAI)
A proposta divulgada é que os anúncios:
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Fiquem separados das respostas do ChatGPT
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Sejam claramente rotulados (para ficar óbvio o que é “anúncio” e o que é “resposta”)
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Apareçam, no início, no final das respostas quando houver um produto/serviço patrocinado relevante para aquela conversa
Além disso, a OpenAI afirma que o usuário poderá desativar personalização, e também limpar os dados usados para anúncios.
“Anúncios vão influenciar as respostas?” A OpenAI diz que não
Aqui está um dos pontos mais sensíveis — e, por isso, a empresa colocou como princípio: anúncios não influenciam as respostas.
O que o ChatGPT responde, segundo a OpenAI, deve ser guiado pelo que é mais útil para você; já o anúncio fica à parte, rotulado e separado. Além disso, a promessa é manter essa independência como regra estrutural do produto.
Na prática, para o usuário, isso significa: mesmo com publicidade, a “resposta” não deveria virar um catálogo. Por outro lado, a qualidade dessa promessa vai depender da execução (rótulos, separação visual e coerência do que aparece).
Privacidade: o que foi prometido (e o detalhe que você precisa notar)
A OpenAI afirma que:
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Não compartilha suas conversas com anunciantes
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Não vende seus dados para anunciantes
Além disso, há um detalhe importante: se você escolher falar com um anunciante por meio de um anúncio (por exemplo, para tirar dúvidas antes de comprar), o anunciante verá apenas as mensagens que você enviar diretamente a ele — não o histórico inteiro do seu chat.
Ou seja: a conversa “normal” permanece privada segundo a política anunciada, mas qualquer interação ativa com um anunciante vira comunicação direta com aquela empresa.
Princípios declarados: por que a OpenAI está publicando isso antes
A OpenAI diz que o ChatGPT é um espaço “confiável e pessoal”, então publicou princípios para orientar a publicidade. Entre eles, vale destacar:
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Alinhamento à missão (expandir acesso e reduzir barreiras)
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Independência das respostas (ads não mexem na resposta)
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Privacidade da conversa (sem venda/compartilhamento com anunciantes)
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Escolha e controle (desativar personalização, limpar dados usados para ads)
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Valor de longo prazo: a empresa afirma que não otimiza para “tempo gasto” no ChatGPT, priorizando experiência e confiança acima de receita.
Além disso, a OpenAI diz que sempre vai existir uma forma de não ver anúncios, incluindo planos pagos sem ads.
O que ainda está em aberto (e você deve acompanhar)
Mesmo com princípios claros, ainda faltam detalhes práticos, como:
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Quais serão os formatos (imagem? texto? botão? “conversa com anunciante”?)
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Quais categorias entram como “apropriadas” no início do teste
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Quais sinais serão usados para personalização, além do tema do chat
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Se e quando isso pode se expandir para fora dos EUA
Em resumo, a OpenAI desenhou as regras do jogo, mas o “jogo real” ainda vai começar.
Checklist rápido: como agir sem paranoia (e sem ingenuidade)
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Leia o rótulo: veja abaixo se o bloco está claramente marcado como anúncio.
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Separe “resposta” de “patrocinado”: na prática, trate como coisas diferentes.
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Revise controles: se aparecer a opção, avalie desligar personalização e limpar dados usados para ads.
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Cuidado ao falar com anunciante: se você iniciar conversa via anúncio, é comunicação direta com a empresa.
Conclusão
A forma mais correta de resumir o cenário é: a OpenAI anunciou testes de anúncios no ChatGPT, mas eles ainda não estão ativos. Além disso, a empresa promete separação clara, independência das respostas e privacidade da conversa — com controles para personalização e opção de ficar em planos sem ads.
Agora, a parte decisiva será a execução: se os anúncios forem discretos e úteis, o impacto pode ser baixo. Por outro lado, se parecer “empurrão comercial”, a confiança pode cair rápido — e a OpenAI sabe disso, tanto que publicou os princípios antes do teste.
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