Founder-Led Marketing no LinkedIn: o atalho para PMEs gerarem mais leads e fechar contratos maiores

Founder-Led Marketing no LinkedIn


Se você lidera uma pequena ou média empresa e tem (ou quer montar) uma equipe comercial, existe um “multiplicador” que muita gente ignora: a sua voz como líder no LinkedIn. Na prática, dados citados em um relatório/webinar do LinkedIn mostram que fundadores que postam ao menos 10 vezes por ano geram mais leads e influenciam negócios maiores (até 3,7x). Ou seja, não é sobre virar influencer — é sobre transformar conhecimento do dia a dia em demanda comercial.

 

Introdução: por que PMEs “invisíveis” vendem menos do que poderiam

Você pode ter um serviço excelente, um time comercial dedicado e um CRM organizado. Mesmo assim, se o mercado não entende seu valor, você disputa preço e perde timing. Além disso, quando o comprador ainda não confia em você, ele pede mais reuniões, mais provas e compara mais fornecedores.

Por outro lado, quando o seu posicionamento está claro — e isso inclui a presença do fundador/líder — a venda tende a fluir. Afinal, em serviços B2B, pessoas compram de pessoas, especialmente quando o risco percebido é alto (trocar fornecedor, investir em consultoria, implantar software, etc.).

 

O que é “Founder-Led Marketing” e por que funciona tão bem em PMEs

Marketing de fundador (founder-led marketing) é quando o CEO/fundador vira um canal de aquisição e autoridade. Em vez de depender só do perfil institucional da empresa, você usa o seu perfil pessoal para:

  • educar o mercado com aprendizados reais;
  • mostrar bastidores e critérios de decisão;
  • construir confiança antes do primeiro contato comercial.

Além disso, isso reduz o custo de aquisição no médio prazo, porque seu conteúdo vira “aquecimento” para o time de vendas. Na prática, o lead chega mais consciente e com menos objeções básicas.

 

O dado que importa: consistência mínima já muda o jogo

Vamos ao ponto: o material do LinkedIn destaca que fundadores que postam pelo menos 10 vezes por ano geram mais leads (citado como +33%) e influenciam maior tamanho de contrato (citado como até 3,7x).

O detalhe importante é: 10 posts por ano é menos de 1 por mês. Portanto, o “segredo” não é volume absurdo — é constância + clareza + utilidade.

 

Por que LinkedIn é o canal mais subestimado para empresas com time comercial

Se você vende para outras empresas (ou para decisores), o LinkedIn é o ecossistema natural do seu comprador. Além disso:

  • seu conteúdo aparece exatamente para quem tem dor e orçamento;
  • sua rede vira um canal de indicação silencioso;
  • o perfil do fundador “carrega” autoridade para a marca.

Por outro lado, se você só impulsiona anúncios sem construir confiança, você paga duas vezes: paga para aparecer e paga de novo com um ciclo de venda longo.

 

O efeito prático no comercial: marketing que encurta ciclo e aumenta ticket

Quando o fundador publica conteúdo útil, acontecem três coisas:

  1. Pré-qualificação: o lead entende o problema e o “porquê agora”.
  2. Autoridade: o time comercial não começa do zero; começa do “já confio”.
  3. Consistência: sua marca deixa de depender de picos de campanha.

Além disso, isso melhora a qualidade das conversas. Na prática, o vendedor para de “convencer” e passa a “diagnosticar” — o que costuma elevar ticket e reduzir desconto.

 

As 3 histórias que mais geram demanda (sem parecer propaganda)

Você não precisa inventar nada. Você só precisa organizar o que já vive.

1) História de dor e clareza (o problema que o cliente ainda não enxerga)

Exemplos:

  • “O que está matando sua taxa de conversão (e não é a equipe)”
  • “Por que seu comercial está ocupado e mesmo assim não bate meta”
  • “O erro que faz PMEs comprarem marketing e não verem resultado”

Além disso, esse tipo de post gera comentários e DMs porque as pessoas se identificam.

2) História de bastidor (como vocês tomam decisões e executam)

Exemplos:

  • “Nosso checklist antes de rodar tráfego pago”
  • “Como definimos ICP (perfil de cliente ideal) na prática”
  • “O que medimos no CRM para parar de ‘achar’ e começar a saber”

Na primeira vez que aparecer um termo técnico, explique rápido: ICP (perfil de cliente ideal), MQL (lead qualificado por marketing), SQL (lead qualificado por vendas). Isso aumenta leitura e entendimento.

3) História de prova (resultado + contexto, sem milagre)

Exemplos:

  • “Como aumentamos a taxa de agendamento com um simples SLA entre marketing e vendas”
  • “Por que mudamos o discurso comercial e melhoramos o ticket médio”
  • “O antes/depois de um funil quando paramos de olhar só ‘likes’ e começamos a olhar pipeline”

Por outro lado, evite promessas absolutas. Foque em processo, aprendizado e fatores de contexto.

 

O sistema simples para publicar sem virar refém de “inspiração”

A maioria das PMEs falha por um motivo: tenta fazer marketing como evento, não como sistema.

Use um modelo leve:

  1. Coleta (10 min/semana): anote dúvidas que o comercial ouve em calls.
  2. Triagem (10 min): escolha 1 tema e conecte com um caso real (sem expor cliente).
  3. Post (20–30 min): escreva em 3 blocos: contexto → insight → passo prático.
  4. Reuso: o post vira roteiro de vídeo curto, e vira pauta de blog.

Além disso, você pode gravar áudios e transformar em texto — o importante é manter cadência.

 

Como integrar marketing e equipe comercial para transformar conteúdo em venda

Conteúdo sem “ponte” para vendas vira vaidade. Então, crie um fluxo claro:

Defina o handoff (passagem de bastão)

  • Marketing gera demanda e captura intenção.
  • Vendas faz diagnóstico e propõe.

Na prática, isso vira um acordo simples: SLA (acordo de nível de serviço) com prazos e critérios.

Estruture um funil que o comercial consiga operar

  • Topo: conteúdo do fundador + posts da empresa + remarketing leve
  • Meio: materiais de prova (cases, comparativos, webinars, páginas)
  • Fundo: oferta clara (diagnóstico, demonstração, proposta)

Além disso, coloque isso dentro do CRM (ex.: Kommo) com etapas e motivos de perda. Sem isso, você não aprende.

 

Quais métricas realmente importam (e como provar que LinkedIn gera receita)

“Curtidas” ajudam, mas não fecham contrato. Então, foque em:

  • conversas iniciadas (DMs)
  • reuniões agendadas
  • taxa de comparecimento
  • pipeline influenciado (negócios onde o lead consumiu conteúdo)
  • ciclo de venda (dias entre primeiro contato e fechamento)
  • ticket médio e taxa de ganho

Além disso, treine o time comercial para registrar no CRM a origem e os conteúdos consumidos. Na prática, isso cria atribuição real, mesmo sem “mágica”.

 

Checklist rápido: o que postar nas próximas 4 semanas (sem complicar)

Semana 1: “O erro mais comum que vejo em PMEs quando tentam estruturar comercial”
Semana 2: “Nosso processo para definir ICP e evitar lead ruim”
Semana 3: “3 sinais de que seu marketing não está alimentando o comercial”
Semana 4: “O que medimos no CRM para parar de depender de feeling”

Além disso, sempre feche com uma chamada simples: “Se você quer um diagnóstico do seu funil, me chama no inbox” ou “Comente ‘FUNIL’ que eu te envio um checklist”.

 

Conclusão: fundador presente + sistema de conteúdo = crescimento mais previsível

Se você quer vender mais (e melhor), precisa parar de deixar sua autoridade “guardada” só nas reuniões. Portanto, o caminho é: consistência mínima no LinkedIn, conteúdo que educa e prova, e um processo que conecta marketing ao comercial.

Além disso, quando você faz isso direito, seu time de vendas vira mais eficiente: menos explicação, mais diagnóstico; menos desconto, mais valor percebido.

 

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1) LinkedIn funciona para pequenas e médias empresas?
Sim. Além disso, é uma rede onde decisores estão ativos e onde autoridade encurta o ciclo de vendas.

2) Preciso postar toda semana para ter resultado?
Não. Na prática, consistência mínima (ex.: 10 posts/ano) já cria presença e abre conversas.

3) O que postar para gerar leads de verdade?
Conteúdos que esclarecem dores, mostram bastidores e trazem prova com contexto. Por outro lado, propaganda pura tende a performar pior.

4) Como medir se conteúdo influenciou vendas?
Acompanhe DMs, reuniões, pipeline influenciado e ciclo de venda, registrando no CRM o que o lead consumiu.